Após denúncias feitas por pacientes sobre casos de violência obstétrica no Hospital Padre Colombo, em Parintins, a direção da unidade nega as acusações, mas admite que teve o atendimento prejudicado pela alta demanda de procedimentos obstétricos.
A unidade hospitalar pertence e é administrada pela Diocese, da Igreja Católica no município, mas tem convênio com a Prefeitura de Parintins para atender pacientes do SUS.
Representante da Diocese de Parintins, o padre Mauro Romanello afirma que a Prefeitura não tem dado suporte e, além disso, desabilitou o atendimento às grávidas no outro hospital da cidade, o Jofre Cohen, o que causou a sobrecarga de assistência no Padre Colombo. (ouça)
Na última sexta-feira (24), mães procuraram a BandNews Difusora e relataram maus tratos durante o trabalho de parto na unidade hospitalar. Elas afirmam terem sido vítimas de negligência e de procedimentos traumáticos. Em dois dos casos, os bebês morreram.
Na segunda-feira passada (27), o Ministério Público do Amazonas (MPAM) abriu inquérito para apurar as denúncias e deve começar a ouvir as vítimas na próxima semana.
A enfermeira Débora Marinho, que atua no hospital Padre Colombo, explica que o número de partos realizados na unidade registrou alta significativa em agosto. (ouça)
Em nota oficial, a Diocese de Parintins diz que as denúncias relatadas não são verdadeiras e que a repercussão do caso tem levado transtornos ao atendimento de outras gestantes.
A direção da unidade ressalta ainda que procurou a administração municipal para pedir suporte no atendimento e também diz que colabora com o Ministério Público, Defensoria Pública e Polícia Civil para esclarecer todos os fatos.
Procurada pela reportagem da BandNews Difusora, a Prefeitura de Parintins não se manifestou sobre o assunto.
Reportagem: Cindy Lopes
Foto: Reprodução/Internet