Defesa de Monique Medeiros sustenta que acusada entrou em “desespero” e, por isso, foi ao salão de beleza
Logo depois do enterro do filho, Henry Borel, no Rio de Janeiro, a mãe do garoto, Monique Medeiros, foi ao salão de beleza, já que teria arrancado o mega hair (técnica de alongamento dos fios) em desespero. Os serviços de pedicure, manicure e cabeleireiro custaram R$ 240.
É o que sustenta a defesa da mulher, presa no último dia 8 de abril. Ela também procurou cursos de inglês e culinária e inglês após o sepultamento.
O companheiro de Monique, o vereador Jairo Souza Santos Junior, conhecido como Dr. Jairinho, também foi preso preventivamente por 30 dias pelo assassinato de Henry.
Mensagens descobertas pela perícia mostram que, ainda que na casa de familiares em Bangu, após a morte do menino, Monique pedia serviços de embelezamento, por delivery. Em uma das situações, afirmou à profissional que pagava a locomoção, pois tinha uma reunião e precisava “estar bem”.
Os defensores da acusada também sustentam que a cliente deve prestar um novo depoimento, pois a mãe de Henry “teria muito a esclarecer”.
Os advogados emitiram uma nota no último sábado (17) afirmando que “há repetição de um comportamento padrão de violência contra mulheres e crianças”, em relação à conduta de Jairo. Uma ex-namorada do vereador falou novamente à polícia, relatando diversas agressões por parte do acusado, além de agredir o filho da vítima, que tinha 4 anos na época – mesma idade de Henry.