Caso Vitória: pistoleiro recebeu R$ 65 mil para matar sargento Lucas, diz Polícia

Manaus — O pistoleiro, identificado como Silas Ferreira da Silva, que supostamente assassinou o sargento Lucas, prestou depoimento sobre o crime na manhã desta terça-feira (23), na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS). O suspeito revelou os detalhes sobre o assassinato ocorrido no dia 1º de setembro deste ano, em Manaus.

Silas foi preso na noite da última segunda-feira (22), na casa da mãe, localizado no bairro Colônia Antônio Aleixo, zona Leste de Manaus. Ele não residia no local, estava sem paradeiro desde o crime, e estava fazendo uma refeição no momento em que foi surpreendido com a chegada da polícia.

Durante a coletiva de imprensa, o delegado titular da DEHS, Ricardo Cunha, revelou que Silas diz ter sido contratado para executar o crime e recebeu uma quantia no valor de R$65 mil reais. Além do valor em dinheiro, o suspeito ressaltou ainda que todo o material utilizado no dia do crime foi cedido pelos contratantes, desde a motocicleta até a arma e a vestimenta que usou.

O delegado conta ainda que Silas diz ter recebido o pagamento em espécie horas antes do crime em um encontro marcado com os mandantes e utilizou o dinheiro para comprar uma motocicleta e com o restante, gastou com festas, bebidas, drogas e diversão. A polícia esclarece que não existe nenhuma dúvida referente a Silas ser o pistoleiro contratado, pois durante as investigações, a perícia constatou cautelosamente altura, porte, tamanhos faciais e sobrancelhas do suspeito no vídeo da execução.

O suspeito mais procurado dos últimos tempos, já tinha passagens pela polícia e era monitorado por tornozeleira eletrônica. Em depoimento, Silas revelou para a polícia que teria rompido a tornozeleira no dia do crime e logo em seguida informou a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária do Amazonas (Seap), sobre o ocorrido para descartar qualquer suspeita.

Os principais suspeitos de serem os mandantes do crime, é Jordana Azevedo e Joabson Agostinho, donos da rede de supermercados Vitória. A polícia ainda não deu mais informações sobre o suspeito ter revelado os nomes dos contratantes.

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Relembre o caso

O crime aconteceu no dia 1° de setembro deste ano em uma cafeteria que pertencia a Lucas, que tinha 29 anos e além de empresário, também era sargento do exército. Na ocasião, câmeras de segurança registraram o momento em que o assassino entra no local dispara vários tiros contra Lucas, que morreu na hora.

As investigações da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) apontam que o dono do supermercado Vitória, Joabson Agostinho Gomes, contratou o pistoleiro para executar Lucas, que era casado com a herdeira do Hospital Santa Júlia, com quem tinha dois filhos, após ter descoberto a traição da esposa, Jordana Azevedo.

O motivo do crime foi vingança por traição, visto que Lucas mantinha um envolvimento extraconjugal com Jordana.

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