Curtas amazonenses ganham destaques em festivais nacionais

Diversas obras amazonenses foram selecionadas e receberam destaque em festivais de cinema nacionais

MANAUS – A região Norte vem ganhando cada vez mais destaque nos festivais de cinema nacionais. E o motivo não poderia ser outro: a qualidade e a regionalidade que as obras levam aos olhos da população. O Amazonas também tem recebido atenção nacional,

e obras recentes, como “A Benzedeira” e “O Buraco”, já acumulam indicações e premiações.

Na 8ª edição do Festival de Cinema de Caruaru, em Pernambuco, “A Benzedeira” foi a única produção não só do Amazonas, mas do Norte, a integrar a programação do evento, que ocorreu em março. Além disso, o curta-metragem também concorreu aos principais prêmios do evento.

“A Benzedeira” traz a história ficcional de Luiza Pereira, interpretada pela atriz amazonense Rosa Malagueta, que é impedida pela Justiça de praticar orações para curar males do corpo e da alma.

Com a repercussão do filme amazonense, o diretor e roteirista Wallace Abreu comemorou o sucesso. “Estamos muito felizes, principalmente por podermos levar nossa arte, nossa cultura, para outros lugares, mesmo em meio a esta pandemia que tem nos limitado enquanto artistas, enquanto realizadores e produtores culturais”, disse.

Cena de “A Benzedeira” | Foto: Divulgação

“O Buraco”, um terror psicológico do diretor e roteirista Zeudi Souza, é outra obra que foi selecionada para festivais nacionais – a 1ª Mostra de Cinema Fantástico de Rondônia e o Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá, o Cinemato.

“O curta cumpre uma função, que é fazer com que quem assista, se sinta tocado. Ele foi feito para incomodar e nos colocar em um lugar de reflexão. E tudo no filme tem seus signos”, explicou o diretor sobre o filme que acompanha a rotina de uma mulher que sofre com violência doméstica na periferia de Manaus.

Ambos os filmes foram contemplados pelo concurso-prêmio Conexões Culturais – Lei Aldir Blanc, na categoria audiovisual, promovido pela Prefeitura de Manaus e pelo Governo Federal.

Cena de “O Buraco” | Foto: Divulgação

Outros destaques

“Seo Geraldo-Homem de Planta e Terra”, filme amazonense dirigido pela multiartista Keila Serruya Sankofa em parceria com o diretor paraense Sindri Mendes, também percorre caminhos de sucesso.

A conquista mais recente da obra foi a seleção na 6ª edição EGBÉ – Mostra de Cinema Negro de Sergipe 2021. O filme relata a vida de seu Geraldo, um dos moradores mais antigos da comunidade onde mora, e memória viva de uma Bahia profunda que resiste e sustenta mistérios.

O curta-metragem “Vendo Boto”, dirigido por Nonato Tavares, também foi representou o Amazonas no cenário nacional ao ser selecionado para a Mostra de Cinema Fantástico.

Cartaz de Vendo Boto | Foto: Divulgação

O filme foi produzido durante a Oficina de Produção Audiovisual (OPA), do Museu Amazônico, e tem na ficha técnica o ator Fidelis Baniwa, protagonista da história, que traz o mito amazônico como tema.

“Filmamos o Vendo Boto na comunidade do Livramento, que tem uma paisagem muito bonita e é próxima à Manaus, o que facilitou o transporte da equipe que é totalmente formada pelos alunos da OPA”, disse Thiago Morais, coordenador das oficinas e responsável pela produção do curta, ao comemorar a seleção.

Outra conquista para o Amazonas foi a 1ª edição da “Mostra Histórias do Brasil Profundo – o cinema contemporâneo no Norte e no Centro-Oeste”, que ocorreu durante o fim de março de formato on-line.

Quatro filmes do Amazonas participam da programação do evento: “A Terra Negra dos Kawá“, de Sérgio Andrade, “Manaus Hot City“, de Rafael Ramos, “Maria“, de Elen Linth, e “O Barco e o Rio“, de Bernardo Abinader. O último, inclusive, também possui um currículo pesado de premiações.

Fonte: Em tempo

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