Ministério da Saúde suspende recomendação de vacinar adolescentes sem comorbidades contra covid

Na última quarta-feira, 15, o Ministério da Saúde emitiu uma nota técnica recomendando que a vacinação em adolescentes sem comorbidades seja suspensa.

A nova orientação revisa uma diretriz anterior e agora, restringe a imunização a “adolescentes de 12 a 17 anos que apresentem deficiência permanente, comorbidades ou que estejam privadas de liberdade, apesar da autorização pela Anvisa do uso da Vacina Cominarty (Pfizer/Biontech)”.

No novo documento, o ministério declara que a Organização Mundial de Saúde (OMS) não recomenda a vacinação de adolescentes com ou sem comorbidades, diz também que a maior parte dos adolescentes sem comorbidades possui “evolução benigna” da doença, assim como a melhora do cenáro epidemiológico com redução de cerca de 60% nos casos e óbitos. A pasta destaca que na nota anterior previa que adolescentes sem comorbidades fossem os últimos serem vacinados.

Além disso, o Ministério da Saúde define a ordem em que deve ser feita a vacinação de adolescentes que possuem a indicação para vacinação. O início deve ser feito com a população de 12 a 17 anos com deficiências permanentes; depois, pessoas nessas faixa etária com comorbidades; e, por fim, adolescentes privados de liberdade.

Diante da mudança na recomendação, a pasta informa aos estados que “serão enviadas doses da vacina Comirnaty do fabricante Pfizer/Wyeth especificamente para esta população nas pautas de distribuição realizadas a partir de 15 de setembro de 2021.” diz.

No entanto, durante a CPI da Covid, o senador Randolfe Rodrigues criticou a medida e abriu um requerimento para que o Ministério da Saúde explique “o fundamento científico” da nota em até 48 horas. Ele alega que “Crianças e adolescentes também são vetor de disseminação do vírus. Se o Ministério da Saúde quer admitir o fracasso de que não tem doses para distribuir para todo mundo, é melhor dizê-lo, mas não emitir uma nota, com todo o respeito a eventuais cientistas que tenham subscrito, não emitir uma nota dizendo que não recomenda a vacinação” diz.

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