Parlamentar afirma ter sido impedido de acompanhar criança cardiopata em momento histórico para a saúde do estado e destaca que não é oposição à Prefeitura ou ao Governo do Estado, mas cobra respeito e estrutura adequada nas unidades de saúde
Na última quinta-feira (1), durante o feriado nacional, o estado do Amazonas vivenciou um marco histórico: a transferência do pequeno Elias, a primeira criança a ser submetida a um transplante no território amazonense. Apesar da importância do momento, o vereador Dione Carvalho denunciou durante o processo e afirmou ter sido impedido de acompanhar a criança durante o trajeto até o local do procedimento.
Em discurso na Câmara Municipal, o parlamentar explicou que tentou contato com o governador e o vice-governador, sem sucesso, e se dirigiu pessoalmente à unidade de saúde com o objetivo de fiscalizar e agilizar o processo, dada a gravidade do caso. No entanto, afirmou que foi deixado esperando por mais de duas horas, após uma suposta orientação da Secretaria de Saúde para que não fosse recebido pela direção do hospital.
“Meu objetivo era ajudar, dar celeridade à transferência de uma criança cardiopata que corria risco de vida. Fui ignorado, mesmo tendo combinado previamente com a diretoria. Isso não pode acontecer em um momento tão delicado”, declarou Dione Carvalho.
O vereador fez questão de deixar claro que não se posiciona contra o Governo do Estado nem contra a Prefeitura de Manaus. “Talvez para alguns eu seja visto como opositor, mas eu votei no governador. Não sou inimigo. Agora, se a secretária não gosta de mim porque eu cobro, que ela faça o trabalho dela. Não deixe faltar material no Hospital Francisca Mendes e nas demais unidades de saúde. Se isso for feito, vou bater palmas, como elogiei aqui na semana passada”
O discurso do parlamentar subiu de tom ao citar nominalmente a diretora do Hospital Francisca Mendes. “Diretora, se puder me receber, eu agradeço. Mas se for para me dar chá de cadeira, tudo bem. Só quero que saiba que quando vou ao hospital, não é para trocar figurinha, é para resolver a situação de crianças cardiopatas e pacientes que sofrem por falta de estrutura e material”, declarou enfaticamente.
Por fim, Dione Carvalho reafirmou que seguirá cumprindo seu papel como fiscalizador. “Não adianta tentar restringir meu acesso. Como parlamentar, eu vou entrar sim. E vou continuar cobrando.”