Manacapuru- Moradores do município conhecido como a cidade das cirandas vive um momento de tensãi com relação à alimentação.
A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), por meio da Vigilância em Saúde, informou na manhã desta quarta-feira (14), para a população que não consumam o fruto conhecido como tucumã, por conta de suspeita de envenenamento.
A suposta morte de uma criança de 7 anos pode estar relacionada aos casos. Kaio Nascimento Maia morreu e a escola CETI Washington Luís Régis da Silva, onde estudava, emitiu nota de pesar.
“O estudante com tanto entusiasmo e tantas histórias ainda para escrever, nos deixa tão precocemente por causa da ingestão de um fruto envenenado. A escola encontra-se em luto. Todos os professores e funcionários estão com uma tristeza imensurável por saber que nosso Kaio Maia não retornará no próximo dia de aula, mas suas lembranças estarão vivas para todos nós. Que nosso pai celestial conforme sua família e traga consolo aos corações, principalmente das professoras Edilene Menezes e Maria Odety que terão lembranças da criança alegre, solicita e amorosa que nosso “bebê” era e sempre será lembrado por nós assim”, disse a nota.
A causa da morte da criança ainda deve ser investigada e confirmada pela Semsa do município.
Local das ocorrências
O aviso é destinado principalmente para moradores da localidade do Irapajé, localizado no Rio Manacapuru, para que não consumam fruto neste momento. Segundo nota da Semsa, desde o último domingo (11), o hospital geral de Manacapuru registrou inúmeros casos de pessoas com sintomas de diarreia (coloração esverdeada), náuseas, vômito, dor epigástrica intensa e febre após a ingestão da fruta citada.
“Informamos a todos que amostras do fruto consumido já foram enviadas para o laboratório da FVS/AM em Manaus para que possam ser analisadas. No entanto, pedimos a população que não consuma o tucumã, especialmente oriundos das comunidades do Rio Manacapuru”, completou a nota.
Fruto símbolo
O plantio mais forte do tucumã no Brasil é encontrado na região amazônica, no sistema de agrofloresta. Fruto da região Amazônica, tem a cor alaranjada, a polpa fibrosa e sua palmeira pode chegar a 15 metros.
Além do fruto, é possível aproveitar o palmito, o óleo gerado da semente para a culinária, a produção de sabão e cosméticos, a fabricação de brincos por meio do tronco e até confecção de redes por meio de cordas de sua folhagem.