David Almeida vai cancelar contrato bilionário deixado por Arthur Neto

Manaus (AM) – No ocaso do seu mandato de oito anos, exatamente no último dia, o 31 de dezembro de 2020, o então prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB), jogou no colo da população e do seu sucessor na prefeitura uma conta de R$ 1,3 bilhão, comprometendo o dinheiro público pelos próximos 27 anos.

E com um detalhe: o acordo prevê a possibilidade de prorrogação por mais oito anos.

Endividamento tão extraordinário, em um momento totalmente indevido porque os habitantes da capital, assim como dos demais municípios do Amazonas, vivem o pior momento de sua história por causa do coronavírus (covid-19), foi para contratar uma empresa.

Trata-se da Amazon Watt, que explora a venda de painéis solares. Conforme o contrato da prefeitura de Arthur Neto com a empresa, por meio da Secretaria de Administração, Planejamento e Gestão, compromete orçamento do atual prefeito David Almeida (Avante) e dos seis seguintes.

A contratação bilionária, portanto, empenha mais de R$ 50 milhões por ano para a Amazon Watt, que assim implantaria e manteria as placas nos prédios municipais.

De acordo com o diário oficial que homologou o contrato, os beneficiados são os empresários Leandro Gagliardi de Almeida Barreto (presidente) e Flávia Jamilla Pereira Ramos (conselheira administrativa).

Os felizardos desse bilionário “bilhete premiado” têm registrado na Receita Federal um capital de apenas R$ 3 milhões, para aluguel de máquinas e equipamentos, além de outras sete atividades econômicas, entre elas, energia. Mas, elétrica.

Conforme site especializado, a Amazon Watt tem expectativa máxima de faturamento anual de R$ 360 mil, para empregar não mais do que dez funcionários.

Promessa de rever contratos

Antes mesmo de assumir o mandato, o atual prefeito afirmou que iria revisar todos os contratos. Entre eles, esse realizado no “apagar das luzes” de Arthur Neto.

De acordo com fonte da prefeitura, Almeida vai anular esse contrato com a Amazon Watt.

Para tanto, já teria pedido ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM) desde dezembro a suspensão de licitações, pregões e leilões deixados pelo antecessor.

Com essa providência, o prefeito cancelaria outros contratos. Por exemplo, o de quase R$ 1 bilhão (922,3 milhões) que Arthur Neto fez com a empresa de iluminação pública em maio de 2020.

Por ele, o serviço fica amarrado pelos próximos 15 anos.

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