Seguindo as altas da cesta básica e da gasolina, o gás de cozinha de 13 kg tem sido outro inimigo no bolso do consumidor. Em média, o preço do produto já está em cima dos três dígitos, ou seja, em alguns postos da cidade chega a custar R$ 110, devido aos seguidos aumentos impostos pelas refinarias, que adotam a política internacional baseada no dólar para o repasse aos revendedores.
Os aumentos foram confirmados pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que em pesquisa constatou que o preço do gás de cozinha aumentou 25% entre junho do ano passado, quando foi vendido a R$ 77,13, em relação ao mesmo mês deste ano, quando foi comercializado aos consumidores ao valor de R$ 96,57,ou R$ 19,44 mais caro.
O Sindicato das Empresas Revendedoras de Gás Liquefeito de Petróleo do Estado do Pará (Sergap) também confirma os elevados preços aplicados, que trazem consequências desfavoráveis em todos os sentidos aos revendedores. “Somente esse ano, foram seis aumentos no preço do gás no Pará, quase um por mês. A consequência disso é que revendedores faliram ou outros passaram a manter seus pontos de maneira ilegal, já que as vendas caíram”, disse Francinaldo Oliveira, presidente do Sergap.
Se está ruim aos empresários, a situação é ainda pior aos consumidores, sobretudo aos que trabalham com vendas de comida. No lanche que fica na avenida Conselheiro Furtado, esquina com a travessa Castelo Branco, por exemplo, o custo mensal com gás de cozinha chega a R $1.050. “O consumo de gás é de um botijão a cada 3 dias. Isto quer dizer que, em 30 dias, gasto 10 botijões ao mês que tenho comprado a R$ 105, que ao final do mês chega a quase um salário mínimo de um funcionário”, declarou Ana Maria Maciel, proprietária.
E a situação está sujeita a piorar ainda mais, pois segundo o Sergap a previsão de recuo dos preços do gás de cozinha está bem difícil de acontecer. “Ano passado foram 12 aumentos do gás de cozinha, ou seja, um aumento por mês. Se seguir essa projeção, que já está seguindo com os seis aumentos do produto neste ano, o gás vai estar mais caro para nós revendedores e aos consumidores”, concluiuFrancinaldo Oliveira.